Louvor da Misericórdia – 2017

No último domingo, dia 19 de novembro, por instituição do Papa Francisco, celebrou-se o primeiro Dia Mundial dos Pobres, com o lema “Não amemos com palavras, mas com obras”, extraído, da frase da Primeira Carta de São João: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade” (1 Jo 3, 18). E o Papa Francisco explica: “Estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir. A importância do mandamento de Jesus, transmitido pelo ‘discípulo amado’ até aos nossos dias, aparece ainda mais acentuada ao contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos”.
A Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém, compreendendo o chamado do Papa Francisco para este domingo, 19, realizou uma manhã de louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento em praça pública, concedendo também aos fiéis a possibilidade de alcançarem o sacramento da reconciliação, através do “Louvor da Misericórdia”. Esta atividade, que iniciou no último ano por ocasião do “Ano da Misericórdia”, tem por finalidade ir ao encontro dos homens e mulheres que não conhecem a Deus e por isso vivem à margem, na superficialidade da fé e na indiferença ao Verbo Encarnado, tornando-se, assim, pobres na vida espiritual e vazias de sentido. Por isso, convidamos as pessoas que encontramos para fazerem uns instantes de adoração e rezamos por elas pedindo ao Senhor que derrame sobre elas seu amor e renove em seus corações a graça da fé, da esperança e da caridade.
Neste ano no “Louvor da Misericórdia”, atuamos junto com Pastoral Social da Paróquia e Santuário de Nossa Senhora do Amor Divino em Corrêas, Petrópolis – RJ, que preparou um delicioso café da manhã para acolher todos os irmãos e encontrados nas ruas e na praça. Desta vez os comerciantes ao redor da praça também tiveram a oportunidade de adorar Jesus Sacramentado, pois através do sacerdote Jesus pode chegar até aqueles que se achavam impossibilitados de aproximar-se do Senhor.
“Possuímos um grande testemunho já nas primeiras páginas dos Atos dos Apóstolos, quando Pedro pede para se escolher sete homens ‘cheios do Espírito e de sabedoria’ (6, 3), que assumam o serviço de assistência aos pobres. Este é, sem dúvida, um dos primeiros sinais com que a comunidade cristã se apresentou no palco do mundo: o serviço aos mais pobres. Tudo isto foi possível, por ela ter compreendido que a vida dos discípulos de Jesus se devia exprimir numa fraternidade e numa solidariedade tais, que correspondesse ao ensinamento principal do Mestre que tinha proclamado os pobres bem-aventurados e herdeiros do Reino dos céus”.
“(…) ‘De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: ‘Ide em paz, tratai de vos aquecer e matar a fome’, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta’ (Tg 2,14-17)”.
“Nestes dois mil anos, quantas páginas de história foram escritas por cristãos que, com toda a simplicidade e humildade, serviram os seus irmãos mais pobres, animados por uma generosa fantasia da caridade!… Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu Corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia”.
“Não esqueçamos que, para os discípulos de Cristo, a pobreza é, antes de mais, uma vocação a seguir Jesus pobre. Pobreza significa um coração humilde, que sabe acolher a sua condição de criatura limitada e pecadora, vencendo a tentação de onipotência que cria em nós a ilusão de ser imortal…”

“Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai Celeste. O convite é dirigido a todos, independentemente da sua pertença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade”.

citações: Dom Fernando Arêas Rifan, bispo administrador apostólico da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Louvor da Misericórdia - 2017

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