Comunidade recebe visita de Dom Francisco Canindé Palhano, Bispo diocesano de Bonfim, BA.

No último dia 6 de dezembro nossos fundadores, Verônica de S. Jordão e Pe. Antônio Carlos S. Cardoso,  receberam em nossa Sede Dom Francisco Canindé Palhano, Bispo diocesano da Diocese de Bonfim, BA. A presença deste homem simples trouxe a toda a nossa Comunidade uma grade riqueza, pois podemos experimentar a presença do pastor que não coloca limites na luta pela salvação de seu rebanho. Nossos fundadores partilharam com Dom Francisco suas inquietações frente ao desafio da evangelização dos povos, principalmente a evangelização da parcela do povo de Deus a ele confiado como Bispo Diocesano: “A Evangelização dos povos no mundo atual é um desafio repleto de complexidades e exigências”.

Podemos perceber também a preocupação do Bispo com a realidade atual da juventude, não só mundial, mas principalmente em sua diocese. Nossos fundadores convidaram Dom Francisco a conhecer uns de nossos projetos que tem como principal foco a evangelização, a formação humana e doutrinária da juventude: A Escola de Evangelização São Josemaría Escrivá – formação de jovens cristãos. Através deste projeto acolhemos anualmente por um período de dez meses e meio jovens cristãos que tenham o desejo de crescer no Senhor. A EEJ tem como proposta a formação integral dos jovens e para isso há uma regra de vida que favorece a vivência de uma espiritualidade mais profunda; o estudo de diversas disciplinas, com o intuito de aprofundar, dentre outros temas, o conhecimento da Doutrina da Igreja; a vivência comunitária, que possibilita uma experiência concreta da beleza da vida em comum e o crescimento nas virtudes e a realização de diversas experiências missionárias, através da atuação em alguns dos projetos desenvolvidos pela Comunidade.

Considerando que “Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja” (DA 210), nossos fundadores buscaram responder aos apelos de evangelização do bispo, auxiliando-o a pensar em formas de realização desta tarefa tão exigente de levar os irmãos a viverem a experiência do encontro com Cristo Jesus a partir de um profundo discipulado

Neste ano em que a Igreja no Brasil se dedica ao Laicato faz-se mais necessário a afirmação do nosso saudoso São João Paulo II: “A Evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos” (EAM 44). Deste modo todos os batizados não podem privar ou reservar para si o que se tem de mais rico: a fé dom dado por Deus. Por isso que, devemos nos tornar dispensadores da graça divina em plena comunhão com toda Igreja, sempre orientada por seus pastores. O protagonismo dos leigos está presente na caminhada da Igreja por intermédio de todos os seus fiéis e de suas lideranças que promovem e levam à frente a tarefa da evangelização.

O Documento de Aparecida retoma e reafirma as posições do Concílio Vaticano II de que os leigos são membros efetivos do povo de Deus e são Igreja.
Duas são as dimensões da vocação laical: primeiramente, os leigos são chamados a exercer diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros (Cf. DA 211). A outra dimensão é a de atuar no mundo, “a vinha do Senhor”, com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. Essa missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades (Cf EN 70 e DA 210).

Para realizar sua missão, com competência e responsabilidade, os leigos “necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Jesus Cristo e dos valores do Reino na vida social, econômica, política e cultural” (DA 212). E para isso devem procurar auxilio dos verdadeiros Pastores da Igreja, isto é, os bispos (Sucessores dos Apóstolos).

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