Sábado de Aleluia

Ressuscitou como disse, Aleluia, Aleluia!

Chega, neste sábado, a nova luz! Cristo ressuscitou! A luz em meio às trevas; o consolo em meio ao sofrimento; a alegria em meio à tristeza. O Cordeiro Imolado está de pé, venceu a morte, despertou daquela que O adormecera, triunfou do mal nas suas próprias armadilhas!

Neste Sábado Santo chega ao cume o Tríduo Pascal. A Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém celebrou com todos seus irmãos, amigos e familiares um dia repleto da graça de Deus. Iniciou às 05h com a procissão da Soledade de Maria, em que se acompanhou a Virgem Mãe neste momento igualmente de tristeza pela morte do Filho e esperança do novo que seu Deus traria. À procissão seguiu-se a oração solene do Ofício das Leituras e das Laudes, em que toda a Igreja se une a uma mesma hora para louvar e exaltar o seu Criador e Salvador.

O Sábado Santo é chamado de Vigília Pascal. Na Igreja e na Liturgia Católica, antes de todas as grandes solenidades, há uma celebração de véspera ou vigília. A Vigília Pascal antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus.

A Vigília Pascal faz parte também do Tríduo Pascal, onde vivemos com profundidade os passos de Jesus rumo ao Calvário, ao Sepulcro e à Ressurreição. Este Tríduo começa com a Quinta-feira Santa pela conhecida “Missa do Lava-pés”, por meio da qual Jesus instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio, com uma recomendação: “Fazei isso em minha memória” (Lc 22,19). A Eucaristia e o Sacerdócio nasceram do coração de Jesus, em torno de uma mesa, para que se fosse cumprida uma promessa do Senhor: “Eis que estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Tanto pela Eucaristia, como pelo Sacerdócio, o Senhor continua no meio de nós!

À noite, deu-se continuidade a essas orações com as Vésperas solenes, antecedendo à Missa da Santa Vigília Pascal, celebrada pelo padre Antônio Carlos.

Diante da Vigília Pascal, é como se a Igreja e cada fiel estivessem escalando uma alta montanha. A cada dia mais um passo e mais próximo do ápice! A cada celebração do Tríduo Pascal, mais perto do cume, do lugar mais alto. Depois desta caminhada, com o coração aberto e os olhos bem atentos no Senhor, chegamos à grande noite do Sábado Santo, da Vigília Pascal.

O Sábado Santo é celebrado ao escurecer do dia, à noite. Até as luzes da Igreja são apagadas. Todo o povo se reúne na escuridão. Esta Liturgia é muito rica nos sinais, nos gestos e símbolos. É na Vigília Pascal que acontece a bênção do fogo. O Círio Pascal, uma vela bem grande, é aceso no fogo novo, trazendo o ano que estamos vivendo e duas letras do alfabeto grego, ou seja, o Alfa e o Ômega, que representam Jesus, nossa Luz, Princípio e Fim de tudo e de todos, Senhor do tempo e da história!

“Na obra da Criação acontece o primeiro derramamento da graça. Mas Cristo trás à plenitude esse tempo de graça e realiza a Nova Criação, a possibilidade de o homem voltar a ser bom. Agora é possível que a verdade plena do Pai esteja conosco. Ele
pode se tornar vida em nossa vida – Ele habita em nós!”

Pode-se apenas comemorar, Cristo ressuscitou! Ressalta o padre: “Agora podemos viver a verdadeira liberdade: reconhecer o que é justo e bom, e escolher pelo que é bom”. Diante da obediência do Filho, somos livres para optar por Jesus Cristo e por viver a sua vida em nós. Saibamos decidir abandonar de vez o pecado e, renascidos com Cristo, viver a vida nova!

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