Sexta-Feira Santa

“Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto” (Jo 12, 24).
Nesta sexta-feira santa a Comunidade Mater Dolorosa de Jerusalém teve a oportunidade, juntamente com cerca de outros 100 irmãos na fé que estiveram presentes, de vivenciar com Cristo sua Paixão.

A espiritualidade da Sexta-feira Santa

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebramos a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

As atividades foram diversas durante o dia. Na parte da manhã foram celebrados de forma solene o Ofício das Leituras e as Laudes, orações da Santa Igreja que honram as horas litúrgicas. Além disso aconteceu a Via Sacra, a partir das palavras do hoje Papa Emérito Bento XVI no Coliseu em 2005.

É preciso manter um “silêncio interior” aliado ao jejum e à abstinência de carne. Deve ser um dia de meditação, de contemplação do amor de Deus que nos “deu o Seu Filho único para que quem n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). É um dia em que as diversões devem ser suspensas, os prazeres, mesmo que legítimos, devem ser evitados.

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Nas leituras, meditamos a Paixão do Senhor, narrada pelo evangelista São João (cap. 18), mas também, prevista pelos profetas que anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé. Isaías (52,13-53) coloca, diante de nossos olhos, “o Homem das dores”, “desprezado como o último dos mortais”, “ferido por causa dos nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”. Deus morreu por nós em forma humana.

Às 15h todo o povo de Deus acompanhou em oração a Celebração da Paixão do Senhor, presidida pelo Cofundador da Comunidade, padre Antônio Carlos. Em sua homilia trazia que “Como o trigo é esmagado para virar um bom pão; como a oliva é esmagada para virar bom azeite; como a uva é esmagada para virar bom vinho – Cristo foi esmagado por nós, pela nossa salvação”.

O dia se encerrou com a exibição do filme “A Paixão de Cristo”. Percorrendo novamente os passos do Redentor e de sua Mãe, compreendemos que a morte do divino Réu, que assumiu nossos crimes sobre si, cancelou o que a justiça reclamava. Agora, livres das culpas, os homens são convidados a ressurgir para uma vida nova. Que a Virgem Maria acompanhe os passos daqueles que desejam beber até a última gota do cálice com Cristo.

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